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Pesquisadores criam referência inédita para manejo de micronutrientes no cacau do Sul da Bahia

A busca por maior produtividade no cacau brasileiro acaba de ganhar uma nova ferramenta técnica. Um estudo liderado pelo engenheiro agrônomo e pesquisador do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul), Edson França, definiu pela primeira vez faixas específicas de disponibilidade dos micronutrientes cobre, ferro, manganês e zinco para lavouras cacaueiras em solos do Sul da Bahia. Publicada na revista científica Soil Science Society of America Journal, a pesquisa oferece parâmetros inéditos para interpretação de análises de solo e manejo nutricional do cacaueiro, com potencial para tornar a adubação mais precisa, econômica e eficiente.

A pesquisa cria uma base inédita para interpretação de análises de solo voltadas à cacauicultura regional, oferecendo parâmetros mais precisos para orientar a adubação e o manejo nutricional das lavouras. A expectativa é contribuir para o aumento da produtividade, redução de desperdícios de fertilizantes e maior eficiência no uso dos recursos naturais.



Segundo Edson França, autor do artigo e mestre em Produção Vegetal, a pesquisa foi construída a partir de centenas de amostras coletadas em áreas comerciais de produção ao longo de vários anos. “O nosso estudo buscou entender quais são os teores ideais de micronutrientes no solo para que o cacaueiro produza bem e de forma sustentável. Esses micronutrientes são elementos como zinco, cobre, ferro e manganês, que as plantas precisam em pequenas quantidades, mas que fazem muita diferença na produtividade e na saúde da lavoura”, explica.

A partir da análise dos dados, os pesquisadores conseguiram definir faixas consideradas adequadas para cada nutriente, identificando situações de deficiência, equilíbrio e excesso no solo. “Hoje, muitos produtores ainda fazem adubações sem uma referência específica para o cacau, o que pode gerar desperdício de fertilizantes, aumento de custos e impactos ambientais. Com essas novas faixas de interpretação, técnicos e produtores passam a ter informações mais precisas para tomar decisões sobre adubação”, afirma Edson.


Faixas de solo

Outro resultado relevante do estudo envolve a profundidade das análises de solo. A pesquisa mostrou que a camada mais superficial, entre 0 e 10 centímetros, é a que melhor indica possíveis desequilíbrios nutricionais no cacaueiro. O monitoramento nessa faixa permite diagnósticos mais rápidos e eficientes do que o modelo tradicional, baseado em análises de até 20 centímetros de profundidade.



Os pesquisadores também observaram que os micronutrientes se distribuem de formas diferentes ao longo das camadas do solo, o que amplia a confiabilidade dos diagnósticos quando a análise considera mais de uma profundidade. “O mais interessante é que esse é um dos primeiros trabalhos no Brasil a criar classes específicas de interpretação desses micronutrientes para o cacau com base em dados reais de campo, coletados em áreas comerciais de produção. Isso aproxima bastante a ciência da realidade do produtor rural”, destaca França.

A pesquisa coloca em números um problema antigo do campo. Sem parâmetros específicos para o cacau, decisões sobre adubação muitas vezes eram tomadas por aproximação. O estudo muda esse ponto de partida. 

Os dados utilizados no estudo são do Projeto Renova Cacau, desenvolvido em parceria com o PCTSul. O trabalho também contou com apoio do Centro de Inovação do Cacau (CIC), unidade operacional do Parque, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e de outras instituições científicas. O artigo completo está disponível clicando aqui. 



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Formação técnica em cacau avança com extensão voltada à produção e manejo

O Centro de Inovação do Cacau tem ampliado sua atuação na formação de profissionais da cadeia cacaueira com iniciativas que conectam ciência, campo e gestão. Um dos exemplos é o curso de extensão em Tecnologias para Produção de Cacau, idealizado pelo World Cocoa Foundation e realizado pelo Centro de Inovação do Cacau em parceria com a Universidade Estadual de Santa Cruz e apoio do sistema FAEB/SENAR.

Com cinco meses de duração e carga horária de 200 horas, a formação é presencial e gratuita, voltada a técnicos agrícolas, agrônomos e profissionais de áreas correlatas. A estrutura do curso foi desenhada para cobrir os principais pontos críticos da produção, organizados em cinco frentes: manejo de solo e fertilidade, genética e propagação, condução de lavouras com foco em pragas e doenças, pós-colheita — da fermentação ao armazenamento — e gestão da propriedade.



A proposta vai além da transmissão de conteúdo. Ao integrar aulas teóricas e práticas, o CIC atua como articulador entre pesquisa aplicada e demandas reais do campo, contribuindo para qualificar a assistência técnica e melhorar a tomada de decisão nas propriedades. 



A adesão indica uma demanda reprimida por formação mais consistente. Segundo o coordenador do curso, o professor Ronan Xavier Corrêa, mais de 100 participantes já passaram pelas atividades, com presença ativa ao longo dos módulos — um indicativo de interesse mesmo em um formato presencial e de longa duração.

O curso ganha escala e consistência ao ser implementado em conjunto com o CIC e a UESC. A iniciativa dialoga com agendas mais amplas de aumento de produtividade e sustentabilidade da cacauicultura brasileira, ao aproximar tecnologia, manejo e gestão da realidade dos produtores.



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Sul da Bahia amplia oferta de qualificação para cadeia do cacau de alto valor

O mercado de cacau de qualidade e de chocolates bean to bar cresce no Brasil em ritmo mais acelerado do que a formação de profissionais capazes de atender às exigências desse segmento. Em uma cadeia em que fermentação, secagem, torra, rastreabilidade e análise sensorial influenciam diretamente o preço pago pelo produto, conhecimento técnico deixou de ser um diferencial e passou a definir quem consegue competir.

É nesse cenário que o Centro de Inovação do Cacau (CIC), sediado no Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul), em Ilhéus, lança sua programação de cursos para 2026. A proposta é ampliar a qualificação de produtores, classificadores, empreendedores, técnicos, estudantes, profissionais da indústria e pessoas interessadas em ingressar no universo do cacau especial.

A nova agenda percorre diferentes etapas da cadeia produtiva, da produção ao sensorial, combinando teoria aplicada, atividades em laboratório e experiências práticas. A aposta é formar profissionais capazes de compreender o cacau como um produto de origem, com atributos que precisam ser preservados e valorizados ao longo de todo o processo.

“O foco principal é a qualidade e a valorização da origem Brasil. Nosso diferencial está em oferecer cursos aprofundados sobre a origem brasileira, uma região complexa que hoje conquista reconhecimento e consolidação no mercado de alta qualidade, tanto no Brasil quanto com boas perspectivas internacionais”, afirma Adriana Reis, gerente de Educação e Inteligência do CIC.

A expansão desse tipo de formação acompanha uma mudança de comportamento do consumidor. Chocolates industrializados e padronizados perdem espaço para produtos que destacam procedência, qualidade da matéria-prima, menor processamento e identidade sensorial. Nesse movimento, o chocolate bean to bar, produzido do grão à barra, tornou-se uma das principais vitrines de valor agregado da cadeia.

Para quem pretende entrar nesse mercado, dominar as técnicas de produção deixou de ser opcional. A produção artesanal exige conhecimento sobre seleção de amêndoas, torra, moagem, conchagem, temperagem e solidificação. Cada etapa interfere no aroma, na textura, no sabor e na estabilidade do chocolate.

A experiência do produtor Gabriel Menna, de Itacaré, ilustra como o acesso à formação técnica pode alterar o rumo da produção. À frente de uma pequena propriedade e de uma marca própria de chocolates bean to bar, ele encontrou no curso de Análise Sensorial com reconhecimento de defeitos, ministrado no Centro de Inovação do Cacau, um ponto de virada para qualificar suas amêndoas. “Foi a chave para a gente avançar cada vez mais na qualidade”, afirma. O contato com conteúdos técnicos também influenciou decisões no campo: a renovação da área produtiva incluiu a adoção do clone BN34, escolhido a partir de materiais do CIC que destacam atributos sensoriais da variedade — uma decisão que conecta informação, manejo e estratégia de mercado. 



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A programação reúne cursos voltados à produção de chocolate bean to bar, operação de máquinas, posicionamento de marca, precificação, classificação física do cacau, legislação, análise sensorial, identificação de defeitos, reconhecimento de qualidade, genética e análise de solo.

Os conteúdos atendem tanto quem busca ingressar no mercado quanto profissionais que já atuam na cadeia e querem aprofundar conhecimentos técnicos, ampliar repertório e melhorar a padronização dos processos.

As datas, ementas, abertura de inscrições e demais informações sobre cada formação podem ser acompanhadas na nova plataforma de cursos do CIC: cursoscic.com

Para o diretor-presidente do PCTSul, Cristiano Villela, mais do que ensinar técnicas, os cursos ajudam a criar uma linguagem comum entre produtores, classificadores, chocolate makers e compradores. “Em uma cadeia historicamente marcada pela venda de volume, essa mudança pode ser decisiva para ampliar a presença do Brasil nos segmentos de maior valor agregado do mercado global de cacau e chocolate”, destaca.


Sobre o Centro de Inovação do Cacau

Instalado no campus da Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus, o Centro de Inovação do Cacau integra o Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia e se consolidou nos últimos anos como um dos principais polos de pesquisa, análise laboratorial e formação técnica da cadeia cacaueira brasileira. Em um mercado que remunera melhor a consistência, a rastreabilidade e a diferenciação, iniciativas de qualificação ocupam um papel estratégico.



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Inscrições abertas para a 8ª edição do Concurso Nacional de Cacau Especial do Brasil

Estão abertas as inscrições para o VIII Concurso Nacional de Cacau Especial do Brasil – Qualidade e Sustentabilidade, principal certame de qualidade do cacau brasileiro, que vai distribuir mais de R$60 mil em premiações. A competição reconhece os três melhores lotes nas categorias Mistura/Blend e Varietal e reúne produtores de diferentes regiões do país, com avaliação baseada em critérios físicos, sensoriais e de sustentabilidade.

Nesta edição, a cerimônia de anúncio dos vencedores retorna à Bahia. Este ano, o concurso também integra a seletiva oficial brasileira para o Cacao of Excellence Awards (CoEx), principal premiação internacional do setor, responsável por levar os melhores lotes nacionais à avaliação no cenário global.

A iniciativa é realizada pelo Comitê Nacional de Qualidade de Cacau Especial, com organização do Centro de Inovação do Cacau (CIC), em parceria com a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC). O edital e o formulário de inscrição estão disponíveis em omelhorcacaudobrasil.com.br.



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Purple Flower

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Curso gratuito reúne ciência e prática para formar base técnica em silvicultura de espécies nativas

Já está disponível na plataforma Saberes da Floresta o curso online e gratuito “Introdução à Silvicultura de Espécies Nativas”, uma iniciativa do Serviço Florestal Brasileiro em parceria com a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura e o Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia.

Com carga horária de 60 horas, o conteúdo foi desenvolvido por 18 especialistas e estruturado para oferecer uma visão consistente sobre o manejo de espécies nativas no Brasil, articulando conhecimento científico, políticas públicas e aplicação em campo. As aulas foram gravadas em áreas reais de pesquisa, plantio e produção, o que aproxima o participante das condições concretas da atividade.

A formação percorre desde conceitos fundamentais até práticas relacionadas ao plantio, manejo e produção florestal, abordando a silvicultura de nativas como uma alternativa capaz de conciliar geração de valor, recuperação ambiental e uso sustentável dos recursos naturais.

Voltado a técnicos, estudantes, docentes, servidores públicos e profissionais do setor, o curso também amplia o acesso ao conhecimento ao ser oferecido em português, espanhol e inglês. Ao final, os participantes recebem certificado emitido pelo Serviço Florestal Brasileiro.

As inscrições e demais informações estão disponíveis diretamente na plataforma Saberes da Floresta.



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CIC lança plataforma para inscrições em cursos presenciais

O Centro de Inovação do Cacau lançou sua nova plataforma de cursos, ampliando o acesso à formação técnica em uma das cadeias mais estratégicas do sul da Bahia. A iniciativa organiza uma agenda que percorre diferentes etapas da produção de cacau e chocolate, integrando teoria aplicada, práticas em laboratório e vivências de campo.

A proposta é formar profissionais capazes de tratar o cacau como um produto de origem, cujo valor depende de decisões tomadas ao longo de toda a cadeia — do manejo à transformação em chocolate. “O foco principal é a qualidade e a valorização da origem Brasil. Nosso diferencial está em oferecer cursos aprofundados sobre a origem brasileira, uma região complexa que hoje conquista reconhecimento e consolidação no mercado de alta qualidade”, afirma Adriana Reis, gerente de Educação e Inteligência do CIC.

O movimento acompanha uma mudança clara no consumo. Produtos padronizados perdem espaço para chocolates com identidade, rastreabilidade e perfil sensorial definido. Nesse contexto, o modelo bean to bar — do grão à barra — ganhou protagonismo ao evidenciar a relação entre matéria-prima, processo e resultado final.

Entrar nesse segmento exige domínio técnico. Seleção de amêndoas, torra, moagem, conchagem e temperagem não são etapas intercambiáveis — cada escolha impacta aroma, textura, sabor e estabilidade do produto.

A nova programação reúne conteúdos que vão da produção de chocolate à análise sensorial, passando por operação de máquinas, formação de preço, classificação física, legislação, genética e pós-colheita. O desenho atende tanto quem está começando quanto profissionais que buscam qualificação mais consistente e padronização de processos.

As informações sobre cursos, cronograma e inscrições estão disponíveis na plataforma: cursoscic.com

Para o diretor-presidente do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia, Cristiano Villela, a formação tem efeito estrutural sobre o setor. “Mais do que ensinar técnicas, os cursos ajudam a criar uma linguagem comum entre produtores, classificadores, chocolate makers e compradores. Em uma cadeia historicamente marcada pela venda de volume, essa mudança pode ser decisiva para ampliar a presença do Brasil nos segmentos de maior valor agregado do mercado global de cacau e chocolate”, afirma.

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FAQ

Perguntas
frequentes

O que é o PCTSul?
Quem pode participar do PCTSul?
Quais são os benefícios de fazer parte?
O PCTSul atende apenas empresas de tecnologia?
Como posso me tornar parceiro ou participante?
O parque oferece suporte para startups?
Onde o PCTSul está localizado?
Existem custos para participar?

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